20 de agosto de 2011

Faz de conta que tudo deu certo.






Faz de conta que tudo deu certo.
Minha rebeldia ingrata
Incesta a porta.
Arena selvagem
Disputa entre bravios.
No bronze dos “escudos”
Travo silenciosa batalha
Nas mentais brumas incertas.
E na pele rasgada
Meus inconscientes cortes .
Sou um regato buscando a fonte,
Onde em águas doce-prata
Renasço límpido e sereno!
Faz de conta que tudo deu certo!
Faz de conta que tudo deu certo!

Paulo Boechat.




23 de julho de 2011

Anjo Carrasco


Esboço_   ainda não é o poema! Desabafo!

Meu lado Anjo está cansado!
Sinto a Revolução em plena Anarquia emocional!
Difícil escrever nos úlimos meses....
Mas agora são emoções que transbordam sentimentos e sensaçoes!
Tenho direito a ser feliz!
Que aconteça.
Basta! Basta para voçê!

Paulo Boechat.

7 de maio de 2011

Feelings




Jamais desejei deixar-te!
Mas ficastes tão distante
Que para mim parecia apenas
Uma noturna embaçada imagem
Do que antes fora um grande amor!
Preferi então a solidão!
Mas um grande amor jamais acaba!
Transforma-se ao toque das mãos
Na delicada argila nua.
Hoje eu quero a separação!
Quero me separar da solidão!

Paulo Boechat.

10 de fevereiro de 2011

Eu Vesúvio!


No calor de meus recantos
Secreto pouso obstinado
No Vesúvio de seus encantos
Irrupção de minhas paixões!

Cataclismo insondável
Poeira nebulosa reluzente
Olho a terra batida
Como um broto de lava ardente!

Torpe fagulha ilumina
As venosas palpitantes.
Rasgo a pele em diamantes
E é teu nome quem assina!

Paulo Boechat.

5 de fevereiro de 2011

Um Amigo!



Um Amigo

Não te reconheço
Mesmo que passe por ti
Escondeste nesse teu sorriso
Sempre pronto para mim.

Um dia gostava de te conhecer
Nem que fosse para te dizer
O quanto tens significado, 
Um anjo, um amigo, alguém muito querido....

Ana Cris. Pereira
22/12/2010

26 de janeiro de 2011

Enamores!



Ternura essa
Que me aconchega e afaga,
Causa suspiros e excita.
Que ascende além candeia de vento.
Devorando meu recanto,
Num repasto manso.

Enfronho  na vida
Que golpeia com destreza,
Minha trépida fortaleza.
E se você se deixar enamorar
Perder-me-ei nas tuas entranhas devagar
Como crépida romanesca!

Paulo Boechat.


20 de janeiro de 2011

Tributo a Tio Décio!


Vá com Deus meu Tio Amado!
Vá com Deus meu “Pai do Muro”!
Ajudaste-me nos primeiros degraus do Evangelho
Da Boa Nova Rediviva
O nosso Consolador!
Ensinou gravar na alma a Prece de Caritas!
A olhar o outro com ternura e brandura!
Lutaste pela história de nossa família em todo esplendor!
Lembranças lindas
Sempre alegres
Virão a nossa mente
E a cada pensamento receberás de nós aí
Uma rosa, uma flor
Um bocadinho do que aqui plantou!
Quantas vezes pegava-me e levava contigo para as terras de Ubá,
Até mesmo antigo Ipê!
Pois sabias que amava tua companhia.
Nossos infantis banhos de cachoeira,
Córregos e açudes!
Quando colocava-nos todos na antiga Chevrolet
Olhos atentos em nossas peraltices
Nas veredas das fazendas.
Cachoeira, Palha Branca,
Novo Oriente, Areias
Bandeiras!
E subíamos, subíamos
Pirapetinga à Pedra Branca!
A meninada alvoroçada,
Entre as relvas da floresta!
Recebia-me em Novo Oriente
Como o “filho do muro” __ assim chamava-me!
Lembras?
Tio querido, neste instante de passagem
E retorno à Pátria Espiritual
Segura com afinco
Naquele que tudo pode
A guiar teu caminho.
Cumpriste tua missão na Terra!
Zela por nós
Que aqui ainda estamos
Trilhando a senda do progresso!
Fui ao teu encontro
Na despedida de tuas vestes.
Beijei-te a testa fria
Pedindo “__A bençá tio!”
Senti então o calor
De sua alma!
Estando ainda a desprender-se
Dos laços materiais!
Estarei a todo instante
Em oração, bem ao teu lado esquerdo,
Segurando tua mão espiritual
Como tantas vezes segurastes
As minhas mãos terrenas!
Vá, vá com Deus meu Tio Amado!
Te amo meu Tio!
Paulo Julho _ PJ.

Paulo Boechat.

14 de janeiro de 2011

Poemas de Alegria!



Por que de poemas
Sempre tristes?
Bem cedo a caminhar,
Eles gostam da Alegria!
Em ver o Sol resplandecer!
Como no dia chover!
Tantos Luares a chegar,
Mesmo em Lua Nova,
Oras, não deixa de lá estar.
Os belos lírios orvalhados nos campos!
O colibri a sugar as entranhas da flor!
Cantar o Amor num belo luar em beira mar!
Splendide! Bellissimo!
Ou mesmo aquele chamego gostoso na voraz areia da praia!
As belas telas de pintores!
Nas quais embarcamos em sonhos pitorescos!
Veja lá Nobre Poeta!
Veja sua Poesia Cantar!

Paulo Boechat.


7 de janeiro de 2011

Um pouco de Mim!


Pudeste entender um dia aquele olhar?
Quando o poente veio e de mãos atadas pairamos?
Ou aquele toque suave com que te acordei na madrugada?
A leve voz penetrando seu ser a afagar-te?
Aquele leve aroma marítimo que entrava pela fresta?
As pegadas na areia do mar luarento?
Os dedos trançados e entre braços abraços trocados?
A voz calorosa e promessas?
Um pouco de Mim!
Tivestes...

Paulo Boechat.

28 de dezembro de 2010

Brumas de Mim! ___ Uma reescritiva de Lampejos!



Lampejos!
Hoje estou como o vizinho oceano
Rugindo por entre o esplendor das brumas
Uma névoa cercada pelos mistérios intangíveis da Alma
Um cálido venoso a misturar-se sorrateiro
Uma falésia escavada pelo esplendor das ondas
E onde nascente jorro deita a água tranqüila
Para saciar meus sonhos
Esculpidos nas janelas que me enfronham.
E sinto ao longe um misterioso doce sabor
A navegar em constante cadência sonora
E abrigar-me-á na enseada segura e iluminada
De um novo poente!

Paulo Boechat.




28 de junho de 2010

A impontualidade do amor – Martha Medeiros








A impontualidade do amor
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.
Martha Medeiros



25 de maio de 2010

Maré Campés!



Passo leve temperado
Sinto perdido grão praiano
Formigar meu descalço
Em noite de outono.

Brisa frouxa que amacia
Minha face iluminada
Em matizada orla
Bem-vinda agradecia.

Luar solto entre nuvens
Que por vezes se esvaía 
Sem sentir-me a companhia.

Aguo a nudez de meus pés
Onde escorre silenciosa gota
Na forma de maré campés.

Paulo Boechat.

22 de maio de 2010

Michelle, Anjo Encantado!



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A cada Maio um suspiro de saudade!
Mas a certeza de que continuas em outra realidade!
Nossos sonhos,
Suas visitas!
Nosso peito,
Seu afago!
Nas dificuldades,
Seu sorriso!
Nos tropeços,
Seus abraços!
Ah! Como é bom saber que você está entre nós!
Numa Nuvem de Amor e Afeto!
Acariciando-nos na continuidade de nossa jornada terrena!
Nunca desistindo dos nossos “Sonhos”.

Paulo Boechat.


20 de maio de 2010

Corte em Minueto!




Cáustico som desafinado
Mordaz...
Enfadonha meus sentidos!
Apuro cada nota,
Iota!
Desperto na matina,
Insisto no leito suado...
Irado!
Da febre que espanca minha pele!
Na busca da patia,
Frenecto mesmo conhecidas salubres...
Persisto nos lenços que me deito,
Em desmedida teimosia!
Tímpanos perturbados...
Do rego fronteiro
Às cachoeiradas montanhas invisíveis!
Agora sim!
Vence o adágio no corpo!

Paulo Boechat.

19 de maio de 2010

The sounds of silence!



Saí a caminhar...
Dia claro de sol reluzente, céu esplendoroso.
Típico outono carioca!
Como se naquele momento as forças da natureza se materializassem somente para meu deleite.
Recostei-me aos pés de frondoso velho jacarandá.
Olhar ao longe e pensamentos fugidios...
Recolhi-me para o descanso da labuta destes últimos dias!
Intrigado! Esgotado!
Silêncio!
Meditar é uma arte atemporal!
Transcendente.
Completamente absorto e fagueiro em meus pensamentos
Tudo tornou-se mais doce e tangível.
Em segundos um presente:
Um sobrevoar de maritacas urbanas...
Que saudade das perdidas escapadelas nas matas da fazenda do Caminho da Pedra Preta!
Sentidos apurados aos detalhes do ar!
Borboleta multicores esvoaça a minha frente. Uma! Solitária!
Por questão de instinto ou intuição fixei meu olhar em um dos formosos troncos notando a presença de pequeno casulo.
Indaguei-me: se desta casca metamórfica sairá já já esse lindo ser alado...
Então breve meu vôo há de alcançar as alturas da Luz!

Paulo Boechat.

Foto de Ricardo Cardim