24 de outubro de 2014

Vírus do Amor

Eu fui exposto ao vírus do Amor.
O amor semente que germina no âmago da minha humanidade
e, que reflete, por si, nos adidos à volta para que recebam e percebam como é bom sentir que somos guiados por essa mão acolhedora tão maravilhosa que deu origem a todos nós que em sua magnífica sabedoria saboreia nosso percorrer no caminho do livre arbítrio plantando a colheita de um amanhã que será sempre e de qualquer forma compreendida por Ele.
Bebendo deste Amor no regalo da Providência Divina podemos fazer com que nossos atos reflitam e voltem para nós como cúmplices da nossa história a ser um dia lembrada e contada pelos afetos do coração.  Até mesmo pelos desafetos, pois imersos estamos nesta jornada estelar. Agora olhei e ao meu reflexo no vidro contemplei um Paulo com um vaso recheado de sementes.


Paulo Boechat

18 de outubro de 2014

Dez Em Canto



Como terra inexplorada

Areia de praia virgem

Moeda de poços fortuitos

Seja lá que nome se dá.



Um amanhã vertido no tempo

Descalço de minutos tardios

Que mais parece arrepiados pios

Inóspito vagueio ao vento.



Sobrevivente de águas profundas

Das marés intoleradas

Das terras sucupirais

Pronto! Não conto mais.




Paulo Boechat

31 de agosto de 2014

Molduras


Defronte a bela imagem emoldurada

No reduto silencioso do quarto...

Transeuntes do mar emadeirados em águas tranquilas

Transbordante em cores vivas diversas!

Alguns soltos, outros em fila de ancoragem a buscarem na profundeza a segura estadia!

Ao fundo elevações que me reportam a estaleiro desconhecido.

Como desconhecido e descolorido está meu coração ao defrontar os pixels.

Buscando talvez entender o descolorido que me encontro!

Apenas aguardo a tranquilidade das mansas águas

Cobrirem e acalentarem-me!

Por mais brandas as volumosas águas ondas existem...

Duas belas naus pareadas esbarram-se arranhando ligeiramente as cores

Mas uma cor ficou marcada noutra

E juntas perceberam que a ancoragem

Entrelaçada estava no fundo das águas

Como duas almas de mãos e corações

Apreciando a beleza da união!


Paulo Boechat

28 de novembro de 2013

Em Seu Mundo!




Amo na simplicidade
De apenas ser teu
No olhar escondido
Da felicidade estampada
Na face risonha e destemida!

Amo apenas por ver
Em seu mundo
A delicadeza de seu amor
Por mim tocado
De leve na pele da noite!

Paulo Boechat.


19 de agosto de 2013


A florista me avisou
Essa é delicada corola
Que só floreia ao encanto
Dos lábios no coração!

Paulo Boechat


Teu Nome!




O meu olhar procura o seu
Em vão,
Triste e cansado,
A pernoitar.
E na cadência
Do insólito silêncio,
Relembrar seu toque nu,
Amedrontar.
O teu sorriso estampado
Em meu incômodo sonhar,
Lunar.
Mas entre fronhas me encontro
No desejo de provar
O seu desejo novamente,
Adormecer.
Abstraído,
Rabiscar de você algo
Pois apenas me restou
Teu nome
Aquarelado
A apagar!


Paulo Boechat




27 de julho de 2013

Entre Olhos!



Entre olhos
Olhares furtivos
Fagueiros
Me cegam.

E na boca
Em lábios molhados
Encharco
Me secam.

Paulo Boechat


26 de março de 2013

Sortire!




Quisera poder parar o tempo agora
Nesse exato momento
Estático, lunático
Banido da realidade que me desfolha a alma
Meio laico, até mesmo ilusório!
Quisera!
Disse bem mente ferrenha!

Paulo Boechat



23 de maio de 2012

Kátharsis!



Minhas lágrimas não são de seda, cetim ou sintéticas.
São aquelas aveludadas na nudez do seu desgosto.
Amotinadas pela frieza de seus pensares.

Eternizado frente à dureza de teu coração,
Despi-me do manto sagrado da ilusão
Para viver uma solitária canção.

Paulo Boechat.





17 de maio de 2012

As It Seems!



As metáforas ... ah!
Essas deixo para depois!
Ainda necessito deambular
Nas estrias deste coração
Que no peito
Incessantemente grita!

Paulo Boechat.

Well, I know
What I didn't want to know
And I saw
Where I didn't want to go
So I took the path
Less traveled on
And I'll let my stories
Be whispered when I'm gone
When I'm gone
When I'm gone
When I'm gone
When he walked into my life
And in I let him dive
Because the way
That he looked at me
Made me feel alive
And now I know
Nothing I know
Would release that
Comes when
You’re in the fold
In the fold
In the fold
In the fold
'cause in this life
You must find
Something to live for
'cause when the darkness
Comes a calling
You’ll go back to where
You were before
'cause this life
Is as fragile as a dream
And nothing's ever really
As it seems
As it seems
As it seems
As it seems.

As it seems _ By Lily Kershaw



24 de abril de 2012

Ao pensar em mim.




Sempre que pensar em mim lembre-se de um pequenino pássaro aprendendo a voar.

Lembre-se do lindo azul celeste que aparece após a tempestade.

Se no raiar da aurora olhar a verde relva perceberás o orvalho que embriaga as folhas.

Aquele canto sublime da brisa transpassando as folhas de um vinhedo.

Em pleno oceano a dança de lindos golfinhos a brincar entre as águas.

Quando em seu coração sentir-se sozinho recorda-te que Deus sempre conosco está e aí também estarei.

A vida inteira é uma canção.

Que em seu coração brilhe sempre o sol divino e soe sempre a canção de amor e paz.


Paulo Boechat.
                                                       

23 de janeiro de 2012

Surpresa!




Toda dia contém em si um elemento surpresa. Quem sabe hoje possa ser o dia que você tanto espera?

Paulo Boechat.


10 de janeiro de 2012

Olhar!



Repouso meus olhos nos teus...
Adormeço.
Embriago-me na lembrança dos teus afagos nas noites de amor!
Saudade?
Ah saudade, pode ficar que eu deixo.
Pois amanhã novamente encontrar-te-ei
E a desnudarei!

Paulo Boechat.

24 de dezembro de 2011

Palavras Secas


Palavras são leves como o vento que vagarosamente ressoa no ar!
Algumas encontram seguro repouso.
As que o coração rechear!
Outras perdem-se na nebulosa tempestade,
Achando-se seguras...
Pois fracas vagueiam a caminho da solidão.
Tarde o coração começa a sentir
Os estilhaços das vidraças arrebatadas.
Temperança poderia ter feito parte desta jornada!
Mas os gestos... Ah os gestos!
Meu Eu nem mais fala!
De face marcada pelo sono mal tido,
Marcas dos travesseiros que nesta noite segurei,
Lençois desbotados pela acidez de lágrimas que maceram.
Desejando não crer que tudo fora apenas “palavras secas”
Refugio em meu silêncio umedecido.

Paulo Boechat

20 de agosto de 2011

Faz de conta que tudo deu certo.






Faz de conta que tudo deu certo.
Minha rebeldia ingrata
Incesta a porta.
Arena selvagem
Disputa entre bravios.
No bronze dos “escudos”
Travo silenciosa batalha
Nas mentais brumas incertas.
E na pele rasgada
Meus inconscientes cortes .
Sou um regato buscando a fonte,
Onde em águas doce-prata
Renasço límpido e sereno!
Faz de conta que tudo deu certo!
Faz de conta que tudo deu certo!

Paulo Boechat.